Estás a ser mal-educado. Pede desculpa!“, “Não saltes no sofá.“, “Para de gritar.“, “Chega de choramingar.“, “O teu quarto está todo desarrumado. Vai já limpar.” etc. 

Este tipo de comunicação é agressiva, e para além de exigir obediência imediata, tem o dom de realçar o comportamento que a criança NÃO está a fazer bem. Há um desequilíbrio em ti e isto provoca um desequilíbrio nela. Sente-se ameaçada e obrigada a fazer algo que não quer n’aquele momento. A sua reação imediata e mais frequente perante esta situação será a defesa ou o ataque.

Se o que pretendes é a cooperação dos teus filhos ou a aprendizagem de comportamentos mais corretos, de acordo com os vossos valores e princípios, então deves começar por reequilibrar a tua balança antes de falar e depois focar-te em reforçar os comportamentos que consideras positivos em vez dos negativos.

Uma forma de fazer isso é usando frases e palavras encorajadoras que se focam nas ações realizadas (não na pessoa que as realiza) e nas qualidades internas demonstradas e observadas. São estas que despertam a motivação interna necessária para voltar a demonstrar o mesmo comportamento positivo no futuro e valorizam os valores que queiras reforçar, como trabalho dedicado, melhoria, equipa, perseverança.

Aqui vão alguns exemplos:

  • Obrigada pela tua ajuda!
  • Reparei que tiveste muita paciência com o mano mais novo.
  • Deves sentir-te muito orgulhoso!
  • Melhoraste mesmo muito desde a última vez!
  • Esforçaste mesmo muito para limpares o teu quarto.
  • Obrigada por ajudares a pôr a mesa. Fez muita diferença para mim.
  • O que pensas sobre esta questão?
  • Parece que gostas mesmo muito de … .
  • O teu trabalho árduo compensou!
  • Esta é difícil, mas tu consegues.
  • Olha onde já chegaste!
  • Confio no teu pensamento.
  • Adoro estar contigo.
  • Fazes-a sorrir mesmo com as tuas palavras amáveis!
  • Aquilo está a compor-se!
  • Conseguiste mesmo!
  • É uma observação muito pertinente.
  • Obrigada pela tua cooperação.
  • Vejo um trabalho muito meticuloso!
  • É isto a que chamamos de perseverança!
  • Vejo que te importas mesmo.
  • Fazes com que esta tarefa pareça fácil!
  • Conseguiste perceber!
  • Vê-se mesmo que passaste muito tempo a pensar nisto.
  • Sinto-me parte de uma equipa quando trabalhamos os dois desta forma!

Repara que frases como  “boa!“, “bom trabalho“, “portaste muito bem“, “estou orgulhoso de ti” ou mesmo “que menino mais lindo” não fazem parte desta categoria, pois são apenas frases “ocas” e sem grande significado ou valor, que referem uma avaliação e julgamento externo, em vez de focarem uma ação ou qualidade interna da criança.

Troca as ordens por encorajamento e observa a mudança nos olhos dos teus filhos, na autoestima e no comportamento deles. 

Foto: © Royalty-Free/Corbis

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